
Já tinha visto algumas matérias sobre a arrecadação que o Palmeiras está movendo para tentar a contratação do meia Wesley, do Werder Bremen. Desde já deixo claro que não tenho nada contra o jogador, muito menos contra o método usado pelo clube na tentativa de trazer Wesley - inclusive sou a favor de qualquer método, desde que seja honesto.
Mas uma notícia despertou minha vontade de falar sobre o assunto "vaquinha-Wesley": dos R$ 21 milhões necessários para a negociação, o clube só levantou R$ 406 mil, restando ainda 20 dias para o fim do prazo dado pelo Werder Bremen. Em resumo, nos primeiros 9 dias de camapanha, o clube só conseguiu 1,9% do total necessário (e seguindo esse ritmo, ao final do prazo terá apenas R$ 1.310.477, ou cerca de 6,2 % ). Sendo mais claro ainda, o torcedor não quer pagar essa conta.
Mas porque o torcedor, ó desalmado torcedor, não quer pagar a conta?
A resposta é mais simples do que a conta que o Palmeiras fez para arrecadar a verba: torcedor já paga a conta quando compra camisa, vai ao jogo, assiste no pay-per-view. O torcedor paga sim a conta, mas só quando tem algo palpável em troca e não uma dúvida de R$21 milhoes.
Torço para que a iniciativa - chamada crowdfunding, muito bem sucedida na música, shows e games - dê certo e estimule outras equipes a usarem da criatividade na hora de realizarem seus negócios e contratações. Vimos boas ações nesse sentido recentemente. Porém, caros cartolas, não fiquem tristes se os torcedores não quiserem pagar a parte de vocês na conta.



